Quem pesquisa financiamento imobiliário quer, no fim, o mesmo que quem pesquisa consórcio: comprar um imóvel. São dois caminhos diferentes, e a escolha certa depende do momento de cada pessoa. Estes são os pontos que mais pesam na comparação.
Entrada
No financiamento, o banco financia apenas parte do valor do imóvel, e o restante precisa ser pago como entrada, com recursos próprios ou com o FGTS, quando permitido. No consórcio, não há entrada para participar do grupo, e a reserva que seria a entrada pode ser oferecida como lance.
Custo
No financiamento, você paga juros compensatórios durante todo o contrato, que no imóvel costuma durar muitos anos, além dos seguros obrigatórios do financiamento habitacional. No consórcio, não há juros compensatórios: o custo é a taxa de administração, diluída nas parcelas, somada ao fundo de reserva e ao seguro, quando previstos.
Documentação do imóvel
Para liberar o financiamento, muitos bancos exigem, além da escritura, projeto, averbação e habite-se. No consórcio, as exigências costumam ser mais simples, e a análise é feita imóvel a imóvel.
Quando você tem o imóvel
Esta é a principal vantagem do financiamento: aprovado o crédito, a compra acontece em seguida. No consórcio, o crédito é liberado na contemplação, por sorteio ou por lance, e não é possível prever quando ela vai acontecer. Por isso, o consórcio é indicado para quem pode planejar a compra.
FGTS
O FGTS pode ser usado nas duas modalidades para imóvel residencial, conforme as regras da Caixa. No consórcio, ele pode servir como lance ou como complemento na compra.
Como decidir
- Precisa do imóvel agora e a parcela cabe no seu orçamento: o financiamento pode fazer sentido.
- Pode planejar a compra: o consórcio costuma resultar em um valor total menor.
- Tem uma reserva: no financiamento, ela vira entrada; no consórcio, pode virar lance.
Na Gol D., em Paulo Afonso, o especialista apresenta a simulação das duas modalidades, consórcio e financiamento, lado a lado, com os números do seu caso.

