Motorista de aplicativo, caminhoneiro, comerciante, pedreiro, cabeleireira, dono de oficina. Muita gente que trabalha por conta própria ganha bem, mas esbarra no mesmo ponto quando procura o banco: não tem holerite para mostrar.
Por que o financiamento costuma travar
Financiamento é empréstimo, e o banco precisa aprovar o crédito antes de liberar o dinheiro. Para isso, olha a renda comprovada. Para o assalariado, basta o contracheque. Para o autônomo, a renda está espalhada em extratos, maquininha, Pix e notas, e nem sempre o banco considera tudo isso. O resultado costuma ser um valor aprovado menor do que o necessário, uma entrada maior ou, simplesmente, um não.
No consórcio, a análise acontece em outro momento
Ao entrar em um grupo de consórcio, ninguém está pegando dinheiro emprestado: você passa a pagar parcelas mensais junto com os demais participantes. A análise de crédito para liberar o valor é feita na contemplação. Isso dá tempo para organizar a documentação com calma, sem a pressa de quem já está com o bem escolhido e o vendedor esperando.
Como o autônomo comprova renda
- Extratos bancários dos últimos meses, mostrando o dinheiro que entra.
- Declaração do Imposto de Renda.
- Decore (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos), emitida por um contador.
- Para o MEI, a declaração anual do MEI e o faturamento da empresa.
As exigências exatas dependem da administradora e do valor do crédito. Por isso, o especialista da Gol D. orienta, caso a caso, o que separar antes da contemplação.
Renda que varia: a parcela certa é a do mês fraco
Quem é autônomo tem mês bom e mês fraco. No consórcio, a parcela é definida no início, e a conta certa é fazê-la caber no mês mais fraco, não no melhor. Quando vem um mês bom, o dinheiro que sobra pode virar lance, para buscar a contemplação, ou ser usado para antecipar parcelas.
E, como não há empréstimo, não há juros compensatórios: o custo é a taxa de administração, diluída nas parcelas, somada ao fundo de reserva e ao seguro, quando previstos.
Para quem trabalha com o próprio veículo
Para o caminhoneiro, o motorista de aplicativo ou o dono de van, o veículo é a ferramenta de trabalho. Com o crédito, dá para comprar caminhão de qualquer ano, marca ou modelo, sem precisar ter outro já quitado no nome, e comprar em loja ou com particular, em qualquer lugar do Brasil.
Na Gol D., a conversa começa pelo que você tem em mãos: extrato, declaração, faturamento. A partir daí, o especialista monta a simulação do consórcio e, quando fizer sentido, também a do financiamento, para você comparar com os números da sua rotina.

